gostei do café. gostei da musica. gostei dos elogios e da conversa fiada. gosto da forma como não olha com medo de querer. gosto do sorriso que faz a olhar para mim e da forma amorosa como se acha ridiculo por pensar em mim. perguntei-lhe quantas vezes desejou que eu entrasse no café durante o decorrer da semana e ele limitou-se a dizer-me "não as contei".
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sempre gostei de cafés. do ambiente, talvez, mais propriamente. e se eu fosse escrever um livro, haveria de incluir um café como lugar de encontro entre dois estranhos.
ReplyDeletesim, o local de café. apesar da bebida ser adequada e deliciosa, e também absolutamente outonal (o tempo mais perfeito), o local é o mais encantador. sempre o foi na minha imaginação, sempre o descrevi com livros e cadernos, canetas sobre as mesas, longas horas durante as madrugadas ou os fins de tarde, em solidão acompanhada pelo nevoeiro. é um lugar favorito.
ReplyDelete[já que me estás a deixar tantos comentários, aproveito para te responder aqui:
sim, acabei de ler o teu blog o que não demorou muito porque tem uma leveza própria. e se não me engano, já te tinha lido antes, não neste sítio, mas algures há pouco menos de um ano.
as pessoas são estranhas. mas é essa a sua magia, o que nos enfeitiça, o que nos prende. e eu gosto de as perceber, mesmo que seja díficil gostar de todas as suas falhas. haveremos sempre de estar na desilusão, porque não há nada mais próprio do que a desilusão na condição humana. o arrependimento é um pouco vergonhoso eu acho, um pouco cobarde, mas é a nossa honra, é a nossa realização que mudámos. e pedir desculpas, bom, isso reflecte a nossa impaciência, porque perdoar demora tempo e não é feito justo com palavras.
não sei o que queres exactamente copiar, mas claro que sim. falarmos a verdade custa, mas acho-a sempre doce, mesmo que seja aguda e nos possa ferir. é doce porque não nos atraiçoa, é crua. simplicidade é sempre o melhor.]
mil beijos alice